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No
Brasil observamos o uso do bambu pelos indígenas. O livro "Dicionário
da Arte Indígena Brasileira", de Berta G. Ribeiro - Ed. Itatiaia
Ltda./EDUSP, encontrado no Museu do Índio do Rio de Janeiro - revela
um incrível panorama: prendedores de cabelo coloridos / pg. 189
(Cruatecasea spruceana), flautas de diversos tipos / pg.200,
bastões ocos de ritmo / pg. 197, haste de flechas (Guadua angustifolia),
carcás para setas de sarabatana (Guadua superba - "Taquaruçu")
e tubo de sarabatana (Arundinaria schomburgkii) / pg.245,
facas e recipientes de taboca, pau ignígero de taquara, aspirador
de rapé de taboca e cestas de taquarinha.
O
homem rural brasileiro logo aprendeu a multiplicidade de
usos desta planta, e passou a explorar suas potencialidades. Logo
o brasileiro fabricava utensílios de cozinha e de mobiliário com
grande habilidade, os artesãos formam suas oficinas,
e essa cultura difunde-se no Brasil. É possível atualmente encontrar
esses artesãos em muitas cidades brasileiras.
Foi
a vez do cidadão urbano verificar a beleza, praticidade
e versatilidade deste material. O bambu começou a ser implementado
em objetos das cidades.
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