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SOL
Dependendo
da espécie o bambu precisa de mais ou menos sol.
Porém, mesmo as espécies que mais gostam de sol podem
receber uma proteção
durante a parte mais quente do dia, para evitar ressecamento.
PLANTIO
Para
se estabelecer um plantio com sucesso
devemos primeiro escolher a espécie
adequada, a hora adequada
e o local adequado (e certas
vezes a finalidade adequada).
É sempre bom lembrar que os bambus temperados
são mais aptos ao frio
(no Rio Grande do Sul costuma até nevar), enquanto os tropicais
se adaptam muito bem ao clima geral do resto do país, além
de existirem exceções
para os dois casos. Ter um local aberto
e próximo a uma fonte de água
ajuda o bambu a espalhar-se mais rapidamente. Os bambus previnem
o solo de tornar-se seco,
plantados numa encosta inclinada ou nas margens de rio agregam
resistência ao solo contra erosões
e terremotos. A melhor época
para se plantar o bambu é depois
do inverno, no momento de aparecimento de novos
brotos, pois eles terão tempo até o próximo
inverno de reservar energia
e nutrientes. Uma touceira ou
floresta demora de dez a
quinze anos para atingir a maturidade,
ou seja, ter colmos grandes e resistentes.
Para se obter um efeito estético
numa intervenção paisagística
devemos escolher a espécie com a altura desejada e uma cor
agradável. Um jardim de bambu produz sombra,
dá alguma proteção ao vento
e à chuva, e produz sons
agradáveis durante a brisa. O livro "Bamboos",
anteriormente citado, é direcionado para o uso do bambu na
jardinagem.
Para
se obter bom material de construção
escolhemos os bambus resistentes
e de médio a grande porte. As espécies do gênero
Phyllostachys são as
mais comumente utilizadas em construção no mundo.
O mais comum é o Phyllostachys
aurea, conhecido como bambu-mirim,
forte e resistente a pragas, que no Brasil ocorre em grande número,
portanto uma grande fonte de mudas. Os especialistas garantem que
o P. aurea não cresce grande no Brasil por ser de um gênero
temperado, porém isto é polêmico. O Phyllostachys
pubescens , conhecido como Moso,
é o preferido para fazer laminados de bambu (Plyboo), além
de construções gerais. Com este bambu, contudo, deve-se
tomar cuidado com rachaduras, por ser muito rígido. Ele é
de médio a grande porte. O Phyllostachys
bambusoides é outro bastante
utilizado no exterior. Aqui no Brasil existem muitas plantações
de Dendrocalamus asper,
um bambu tropical e de porte bem grande. Este gênero, Dendrocalamus,
possue os maiores bambus. O da espécie asper
é resistente e absorve muito bem a compressão, sendo
muito útil para construção em geral, porém
sendo afetado por insetos. O gênero Guadua
afirmam ser o melhor bambu para construçào do mundo.
Ele tem paredes espessas e ótima resistência, sendo
o material de casas centenárias na colômbia. Existem
espécies de Guadua nativas do Brasil como o tagoara,
mas o angustifolia adapta-se
bem ao nosso clima, e não deve ser menosprezado.
Para
se obter colheitas de brotos
de bambu podem se utilizar o bambu comum, Bambusa
Vulgaris, porém dizem ser um pouco amargo. O Bambusa
Arundinacea tem seus brotos comestíveis, além
de produzir muitas sementes
também comestíveis. O Dendrocalamus
Asper é um dos favoritos na Tailândia.
TÉCNICAS
Existem
algumas técnicas para plantar bambu. A utilização
de uma ou outra depende da quantidade de recursos, transporte e
tecnologia de que se dispõe. A forma mais utilizada é
a propagação vegetativa.
Pode ser realizada por separação de colmos, rizomas
ou galhos. Nestes três tipos de propagação é
muito importante observar se existem gemas intactas, ainda não
usadas pelo bambu. Elas são encontradas em bambus jovens,
de até um ano.
separação
de rizomas:
devem-se escolher rizomas de um ano de
idade no máximo.
Para rizomas paquimorfos deve-se
cortar no pescoço, onde se liga ao rizoma antigo, e acima
do primeiro nó do seu jovem colmo. Depois planta-se vertical,
com o colmo para fora, ou horizontalmente, com o rizoma a poucos
centímetros abaixo da terra (30-50 cm).
Para rizomas leptomorfos sem colmos
deve-se cortar um segmento com pelo menos três nós
com gemas não usadas. Planta-se horizontalmente, a cerca
de 30 cm abaixo da terra.
No caso de rizomas leptomorfos com colmos
deve-se cortar um segmento com algumas gemas e acima do primeiro
nó do colmo. Depois planta-se o rizoma horizontalmente a
cerca de 30 cm abaixo da terra, com o colmo para fora.
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