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Segundo
a botânica Ximena Londoño
da Colômbia e diversas culturas de bambu o fator principal
para se obter culmos resistentes de bambu é a forma
e hora da colheita. A época do ano que o bambu
guarda uma maior parte de suas reservas
nas raízes (rizomas) é o inverno,
o momento antes do aparecimento dos novos
brotos. Colhendo nesta hora obtemos um bambu com menos
açúcar, que é o alimento dos insetos
e fungos que se alimentam do bambu, e estes aparecem
menos no inverno. No Brasil e no Hemisfério Sul esta época
acontece no meio do ano. Por
isso a cultura popular brasileira afirma que são os meses
sem a letra "r": maio, junho, julho e agosto.
Após este período começa a geração
de novos brotos.
Outra
atenção especial a ser tomada é a idade
do bambu. Para fins de tecelagem
ou cestaria usam-se os bambus
jovens e imaturos, pela sua
flexibilidade. Para fins de
construção deve-se
usar os bambus maduros, mas
não podres,
com cerca de 3 a 4 anos, quando
atingiram sua resistência ideal.
Estando
na época certa do ano deve-se escolher a fase
adequada da lua , esta sendo a lua minguante.
A razão científica para este fato ainda está
sendo investigada, mas é corroborado pela cultura popular
e pela experiência.
Dentro
da fase adequada da lua, escolhem-se as horas antes do amanhecer
como as ideais. Após o corte aconselha-se deixar o bambu
em pé no local de colheita, ainda apoiado nos vizinhos, por
cerca de 2 a 3 semanas. Neste tempo ele secará, mas ainda
nos estados de temperatura, pressão e umidade em que sempre
viveu. Os passos seguintes diferem muito entre si na quantidade
de culmos, disponibilidade de recursos e transporte, fins, etc...
SECAGEM
O
culmo cortado ainda estará úmido por dentro, e, desejando
utilizar-se o bambu para fins de construção de objetos
ou estruturas deve-se secá-lo para obter resistência
e durabilidade. Pode-se apoiar o bambu, ainda com as folhas, em
um aposento arejado com chão e parede livres de umidade,
sob proteção da chuva e do sol, e, dependendo da espécie
e das condiçòes climáticas, deixar a seiva
escorrer e evaporar de 2 a oito semanas.
Com
fogo podem-se obter resultados mais rápidos, mesmo com climas
mais frios e úmidos. Segundo Johan Van Lengen, do Instituto
Tibá, no seu livro "Manual do Arquiteto Descalço":
"faz-se um buraco pouco profundo e cobre-se o solo e as esquinas
com tijolos, para que não perca calor. O bambu deve ser colocado
a uns 50 cm acima do fogo. Para que seque de maneira uniforme, deve-se
virar os troncos de vez em quando. Com este método, a parede
do tronco fica mais resistente aos insetos, mas cuidado! Se o fogo
é mmuito forte pode abrir ou deformar os troncos."
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